C-Scape
Às vezes você tem a sorte de pegar um saldão de livros qualquer por aí.
Algumas dessas vezes um livro importado sai por 10 reais e você que nunca ouviu falar do livro nem do autor acha que vale a aposta.
E esse foi o caso do C-Scape.
Claro que aquela linha com “Conteúdo. Consumidor. Curadoria. Convergência” na capa ajudou a chamar a atenção mas, ainda assim, foi uma daquelas compras no escuro.
E se pagou. (Fica a dica: Livros SEMPRE merecem ser comprados, o que não significa que TODOS mereçam ser comprados. Entendeu?)
O autor Larry Kramer trabalhou no Washington Post, USA Today – essa reinventada atual do diário, abusando do visual social media no impresso, é culpa dele -, foi primeiro presidente da CBS Digital, fundou o MarketWatch e fez mais coisas do que a gente pode imaginar que um jornalista-publisher-editor-afins possa fazer.
E nessas duzentas e poucas páginas o cara abre o jogo e conta como ele e outros profissionais mudaram a forma de fazer negócios quando entenderam algo que – agora – é quase óbvio, quer você tenha ou não lido o livro, mas é feito por poucas empresas e bem feito por ainda menos companhias.
A proposta básica se resume em entender que, não importa o que diabos sua empresa crie, transforme e comercialize, você – a empresa, no caso – é uma provedora de conteúdo.
Nada demais, certo?
Então porque 99,9% das empresas – inclusive centenas delas que sobrevivem do negócio de mídia, conteúdo, informação – não fazem isso?
Não fazem porque não entenderam, de fato, as mídias sociais, o papel da curadoria e – mais grave de tudo – não fazem a menor ideia de que o que seu consumidor espera mudou.
Ao se comportarem como curadores em um mundo onde toda a informação é ou vai, eventualmente, ficar livre, e garantir a preferencia baseados na qualidade dessa curadoria, as empresas tem muito – mas MUITO – mais chances de escaparem do buraco negro da hipercompetitividade com contrabandos chineses – caso de produtos “físicos” – ou da agilidade e da gratuidade de informações incompletas (mas livres) que circulam pela rede.
É isso, e é muito mais que isso.
Enquanto lia o livro, a quantidade de vezes que eu fiz aquela cara de “Lógico!” foi impressionante. E já falei prá alguns desses meus parceiros de trabalho na comunicação que eles deveriam ler esse livro mas, independente de qual seja seu ramo, eu aposto que você também ia aproveitar bem a leitura.










