007 – Permissão para matar (diretores de casting)

O George Lazenby mal chega a convencer como um James qualquer, imagine então como James Bond: não que o Timothy Dalton tenha sido ótimo, mas ainda assim é infinitamente superior ao que o Lazenby fez.

(Não, não daria para competir com as versões entregues por Sean Connery e Roger Moore, eu sei…)

Mas olhando bem para essa foto de 1968 que a Life soltou no Tumblr hoje, o cara não tem toda a culpa.

Primeiro, dá só uma olhada nos cinco candidatos finais para o papel.

Quem quer que tenha sido o responsável pelo casting desse único filme que Lazenby fez – a saber, 007 A Serviço Secreto de Sua Majestade, de 1969 – não devia entender muito bem quem é o 007.

Nessa imagem vemos, de cima para baixo:

Hans de Vries, com indícios iniciais de corcunda que acabou só fazendo papéis pra TV britânica;

Anthony Rogers, um galã cafona de produções italianas que desapareceu depois de ter feito esse teste para o papel;

John Richardson, que faria muito bem parte do elenco de apoio de uma peça de teatro de estudantes de artes cênicas

Robert Campbell, o grandalhão que não tem lá muita cara de quem sabe atuar melhor que o Stallone;

E o Lazenby.

Depois dessa, Lazenby, a próxima vez que fizer um intensivo 007 e assistir seu filme, vou xingar um pouco menos. Pelo menos você se esforçou.

Uma série dessas fotos, para um “ensaio” – se é que podemos chamá-lo assim – está no site da Life.

Quem quer SOPA?

 

Cardápio do dia?

SOPA.

Até você não aguentar mais. E depois… Mais SOPA.

Ou então você pode fazer alguma coisa e tentar evitar que empurrem isso garganta abaixo pelo mundo afora.

#StopSOPA

Queremos Miles @ SESC Pinheiros

Aproveitando que a exposição Queremos Miles – a linda, incrível, deliciosa exposição, diga-se – está chegando aos últimos dias, fico mais confortável em não precisar urgir que todo mundo vá para o SESC Pinheiros.

É um conforto não precisar falar da absurda quantidade de peças originais que estão por lá. Ou não precisar escrever sobre as cartas – cartas de Miles, para Miles ou sobre Miles – que estão em exposição.

Também não falar sobre a montagem em si, como linha do tempo, com iluminação e sonorização exemplares, ou da imersão que isso causa para quem se interessa pela história da música no século XX.

E nem mencionar a incrível quantidade de pessoas fundamentais para o jazz, para o rock, para o pop, para o blues – para todos os tipos das boas músicas – que conviveram, colaboraram, gravaram e viveram com e ao redor de Miles Davis.

Porque, afinal de contas, a exposição está acabando. E, ao contrário deste que vos escreve agora, você já deve ter ido faz tempo e aproveitou cada minuto de audição, leitura e admiração pelas obras que esse cara soltou no mundo.

Mas se não é esse o caso, nunca é tarde para dizer: Vá. Agora.