Network Awesome

Eu não sei se você já teve a chance de dar uma conferida na Network Awesome mas, se você nunca passou por lá, tá perdendo coisa fina, acredite.

O princípio por trás dessa TV, se é que posso chamar os caras de “só” uma TV, é criar um portal que funcione – adivinhou – como um canal de TV online, sem programação e horários fixos.

Até aí, nada fora do comum, eu sei.

Mas o que esses caras fazem é procurar pela rede toda por documentários esquecidos, shows raros de artistas que você deveria conhecer, séries antigas, filmes clássicos e material vintage que não caberia em dez posts desse blog.

Contando com a curadoria de mais de 100 pessoas ao redor do mundo nessa busca, o que eles entregam pra você, aí no conforto do seu computador ou da sua TV com acesso a rede, é espetacular.

E, se antes de começar a colaborar com os caras eu era fã, agora então… Vai por mim, dá uma conferida.

(Ah, é por isso que esse post está aqui: hoje foi pro ar a minha primeira colaboração com os caras… E a estreia foi logo com um clássico italiano – ao menos honrei a minha ascendência – de Luchino Visconti.)

Mais e mais bandas @ Sónar SP 2012, dia 2

Ao contrário do primeiro dia, em que a única tarefa era mesmo (re)ver o Kraftwerk, o segundo dia de Sónar SP rendeu um pouco mais.

Todo mundo cria uma programação ideal na cabeça quando vai em um festival (não?), contando com as bandas no horário e tudo acontecendo direitinho; claro que a gente sabe que isso não vai acontecer mas…

Minha programação mental era simples. Flying Lotus, Mogwai, The Twelves e Justice; Mas é lógico que nada disso começou no horário.

Então a programação foi refeita para dez minutos de um eletrônico chato demais, alto demais e com luzes demais no palco em que já deveria estar se apresentando o Flying Lotus.

Okey, no fundo eu sabia que não estava perdendo nada, então vamos pro auditório esperar o Mogwai.

Finalmente uma apresentação planejada dá certo e, se eu pensava que aquele eletrônico era alto, eu refiz meus conceitos após o final do show do Mogwai.

Aquilo sim era barulho. Aquilo sim era ensurdecedor – de uma forma boa, transcedental.

A acústica do espaço parecia atrapalhar um pouco, mas quem se importa. O que interessa é fazer barulho, distorcer. E foi isso que fizeram, em níveis de distorção e volumes que eu não conhecia.

(E isso vem de quem já passou por shows de Sonic Youth, Jesus & Mary Chain, Dinosaur Jr…)

Depois disso, pensar o que?

Não pensa, sai andando e vai pro outro canto da Arena Anhembi. O palco que devia ter o Twelves ainda estava com Cee Lo Green. Okey, a gente assiste, só prá não ter que andar mais…

É, deve ter sido divertidinho e ponto. Um monte de quase-covers, o hit do cara… Mas empolgou o público, é claro, então tá bom.

Depois dele, a apresentação do Twelves.

Repetitiva e com volume baixo  - efeito Mogwai? -, admito que esperava muito, muito mais; talvez por conta do Essential Mix deles prá BBC que eu gosto muito.

Acho que era mesmo um problema de expectativa alta e volume baixo.

E depois o Justice entra, aí sim com o volume em níveis decentes e expectativas do público geral de um show iluminado e barulhento.

Entregam isso, empolgam, todo mundo pula, fazem um quase-bis, dominam a platéia e blá-blá-blá.

Bacana.

Mas falemos do que foi, de fato, bom? Então, o show do Mogwai…

Do humor inteligente e da graça babaca

Disseram, e eu acredito, que alguém lá do elenco do CQC aproveitou a passagem da Hillary Clinton por aqui para – com muita graça, sutileza e abusando do humor inteligente – oferecer um charuto para a Secretária de Estado dos E.U.A., que estava aqui em visita oficial.

Visita oficial. Relações internacionais. Palácio do Itamaraty.

O ator – porque aqueles seres NÃO são repórteres, lembrem-se disso – que estava lá gritou para a Hillary, atrapalhou o trabalho de emissoras – brasileiras e estrangeiras – que estavam cobrindo profissionalmente um evento sério.

Capisce?

Quer fazer graça, faz no hotel de um artista. Faz na praia com um ator decadente. Faz na zona ou na parada gay, usando tão bem aquilo que o humor brasileiro sabe usar para ridicularizar e constranger as minorias…

Será mesmo que, em algum momento, eles realmente acharam isso genial durante uma reunião de produção do programa? (Supondo, é lógico, que aquele tipo de programa seja minimamente produzido no quesito conteúdo).

Na minha perspectiva terceiro-mundista, subdesenvolvida e colonizada isso é tão engraçado quanto oferecerem um tapa-sexo de folha de bananeira para a Dilma durante uma passagem dela por Washington.

Sério que esse é o expoente máximo do humor ácido, da sátira política brasileira?

Sério Tas? Quando é que você deixou de ser o ponto de referência do programa que era no Saca-Rolha, entrevistando todos os tipos possíveis ao lado do Lobão e da Mariana Weickert?

Eu sei, você já assumiu que cria uma persona na tela, que não é aquilo. Okey, todos temos dezenas de personas que vestimos o dia todo mas… Tudo é tão comercializável assim?

Pelo jeito sim…

Além de tudo, vão lá mexer com alguém que não faz a menor ideia de quem diabos são vocês. É sério, a audiência de vocês é alta, vocês tem muitos patrocinadores mas a Band não é transmitida na Casa Branca, no Pentágono…

Acreditem, a Hillary não assiste vocês. Nem o Obama.

Quando foi que essas pessoas equalizaram no mínimo possível o humor para competir na mediocridade com o Pânico?

Eu admito que não assisto o programa e isso já indica que não é meu tipo de conteúdo predileto… Mas sim, já assisti.

E ele prometia mesmo ser inovador. Tinha chances para dar um respiro no humor mas… Ainda que sendo um dos cord cutters dessa cidade, nada me faz ficar na frente da TV para algo como o CQC.

Que me desculpe o Dave Mustaine pela adaptação tosca, mas não consegui pensar em nada melhor: Shit sells, but who’s buying it? Aparentemente, centenas de milhares de pessoas e patrocinadores, domingos e segundas, todas as semanas. Ainda mais que, agora, que nem precisam trocar de canal.

Mas, citando mais uma vez uma tuitada da mesma pessoa, sobre esse assunto, a defesa vai ser sempre a mesma:

Ah, é humor. Perdão. Humor pode, né?Humor pode tudo. Humor não deve nada a ng. Humor pode até não ser engraçado. Pode até ser não humor.

Parabéns a todos os envolvidos, dos dois lados da tela.

E que Seinfeld, Monty Python, The Office, Futurama, Coupling, My Name Is Earl e afins continuem com reprises ad infinitum, e que as cenas do esquete do Fábio Renato sejam mantidas na rede para não me esquecer de que, ainda assim, se faz humor para TV.

Podcast: Lado_C #002

Lado_C #002: Non Dvcor, Dvco, meu! (Ou “Brás, Bexiga e Barra Funda”)

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Tracklist e trilha sonora do podcast estão lá nos cometários.

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Podcast: Lado_C #001

Lado_C #001: Cities In Dust (Ou “A edição que saiu passeando”)

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Quem quer SOPA?

 

Cardápio do dia?

SOPA.

Até você não aguentar mais. E depois… Mais SOPA.

Ou então você pode fazer alguma coisa e tentar evitar que empurrem isso garganta abaixo pelo mundo afora.

#StopSOPA