O negócio é passar bem
Lembro do Saul Galvão, simpático até o último fio do seu bigode e sem nunca ter me visto perambulando pelo prédio do Estadão, comendo as muquecas que estavam participando de uma disputa para jovens chefs promovida pelo Paladar e conversando como se eu já tivesse almoçado com ele uma centena de vezes.
Lembro dele falando com um dos competidores que suavam na cozinha industrial da Anhembi Morumbi como quem dá dicas preciosas a um neto a quem quer muito bem.
Lembro que só comecei a ler Tintos & Brancos depois de ter conhecido ele. E reconheço a dívida de ainda não ter finalizado a leitura.
Lembro de ouvir sobre a gravidade do estado dele pelos corredores e me surpreender de vê-lo participando de um evento poucos meses atrás.
Lembro que era uma merda ver que sua coluna, excepcionalmente, não havia sido publicada naquela semana.
Lembro desse senhor e acho que qualquer um que o tenha conhecido vai lembrar, sempre que abrir seu vinho ou comer com prazer.









