O negócio é passar bem

9 de setembro de 2009 às 20:29

Lembro do Saul Galvão, simpático até o último fio do seu bigode e sem nunca ter me visto perambulando pelo prédio do Estadão, comendo as muquecas que estavam participando de uma disputa para jovens chefs promovida pelo Paladar e conversando como se eu já tivesse almoçado com ele uma centena de vezes.

Lembro dele falando com um dos competidores que suavam na cozinha industrial da Anhembi Morumbi como quem dá dicas preciosas a um neto a quem quer muito bem.

Lembro que só comecei a ler Tintos & Brancos depois de ter conhecido ele. E reconheço a dívida de ainda não ter finalizado a leitura.

Lembro de ouvir sobre a gravidade do estado dele pelos corredores e me surpreender de vê-lo participando de um evento poucos meses atrás.

Lembro que era uma merda ver que sua coluna, excepcionalmente, não havia sido publicada naquela semana.

Lembro desse senhor e acho que qualquer um que o tenha conhecido vai lembrar, sempre que abrir seu vinho ou comer com prazer.

Ted Kennedy

28 de agosto de 2009 às 18:48

A maior verdade do jornal de hoje está num desenho: Há Senados e o nosso.

Na página 2 do Estado de hoje, arte do Loredano.

A Impotência

18 de agosto de 2009 às 11:12

Anúncio veiculado no Estadão uns… cem anos atrás.

Inaugura um novo blog, dedicado às notícias que o jornal publicou ao longo desses anos.

“Estado” é apreendido

13 de agosto de 2009 às 17:22

Em reunião mantida ontem com diretores de jornais, rádios e televisões, o general Manoel Carvalho de Rodrigues Lisboa, comandante do segundo exército, referiu-se ao que qualificou de incidente com o jornal “O Estado de S. Paulo”, cuja edição – e a do “Jornal da Tarde” – foram parcialmente apreendidas na madrugada e na tarde de ontem, por agentes da Polícia Federal.

O Estado de S. Paulo
Sábado, 14 de dezembro de 1968

Aconteceu em 1968, mas não soaria estranho acontecer hoje em dia. Se os amigos do Lula, do Sarney, do Collor, do Renan e afins conseguem censurar um jornal como o nosso, – sim, falo isso com a propriedade de quem trabalha lá e tem um puta orgulho da instituição que paga meu salário e do que ela já fez e faz pela democracia – logo logo param as rotativas, param as transmissões de rádio e TV.

A Plebe Rude, lá nos anos oitenta, já disse com propriedade:
Oposição reprimida, radicais calados, (…) Tudo para manter a boa imagem do estado.

The Sarneys

5 de agosto de 2009 às 10:43

O grande erro de cálculo da decisão da família Sarney de proibir, por via judicial, o jornal “O Estado de S. Paulo”, seu portal e todas as empresas do grupo de publicarem informações sobre processos que correm em segredo de justiça contra Fernando Sarney, o filho responsável pelos negócios da família, foi o de imaginar que pudesse usar dos mesmos artifícios que tem à sua disposição no Maranhão e no Amapá para calar a mídia. Felizmente a família não estendeu os seus tentáculos para fora dos dois Estados – Maranhão, o berço político da família; o Amapá, o Estado escolhido pelo atual presidente do Senado, José Sarney, há quase 16 anos, para se candidatar sem riscos de derrota logo que saiu da Presidência da República.

FAMÍLIA SARNEY ERROU DE CÁLCULO AO ACIONAR JORNAL
Editorial de 05/08/2009, Valor Econômico

Ponto de ironia

4 de agosto de 2009 às 17:23

De zero a dez, sou fã nota 0,1 do Ziraldo. Mas a idéia é ótima.

Ziraldo defende, na quinta, num talk show no Midrash Centro Cultural, no Leblon, a criação de um ponto de ironia para a língua portuguesa, comenta a coluna Gente Boa. “Existe o de interrogação e de exclamação”, diz Ziraldo, “o ponto de ironia acabaria com vários malentendidos”. Carlos Lacerda teria sido o primeiro a sentir falta do sinal. Ziraldo sugere que se faça o ponto de ironia a partir de uma exclamação com um ponto também em cima, “o que o faz parecer um ‘I’ com ponto embaixo”.

Joaquim Ferreira dos Santos O Globo, via PublishNews