O Analfabeto Político

O pior analfabeto
É o analfabeto político,
Ele não ouve, não fala,
nem participa dos acontecimentos políticos.

Ele não sabe que o custo de vida,
o preço do feijão, do peixe, da farinha,
do aluguel, do sapato e do remédio
dependem das decisões políticas.

O analfabeto político
é tão burro que se orgulha
e estufa o peito dizendo
que odeia a política.

Não sabe o imbecil que,
da sua ignorância política
nasce a prostituta, o menor abandonado,
e o pior de todos os bandidos,
que é o político vigarista,
pilantra, corrupto e o lacaio
das empresas nacionais e multinacionais.

Berthold Brecht

Republiqueta x2

Em dois editoriais do dia – Republiquetização do País do Estadão e Arrogância de Sempre da Folha – uma unica idéia vista de duas maneiras diferentes. E em ambos os casos dá uma dó do país, um desânimo dos próximos anos e um nojo “sindical” do tal partido e seus amigados.

Em tempo: Tudo bem a Folha fechar o conteúdo dentro do UOL, faz sentido dentro do plano deles mas os editoriais, a opinião do jornal, isso deveria estar aberto na rede.

“País de faz de conta”

A verdade é que os números recentes de nossa economia e de nossa trágica condição social estão muito longe da farsa edulcorada pela propaganda que move este governo.

O crescente endividamento das famílias, nosso perigoso déficit em conta corrente, o intermitente custo-Brasil estrangulando nossa capacidade competitiva é o verdadeiro legado que nos deixará o atual governo.

Gilberto Freire, A farsa e a realidade
Brasil Econômico

Mas tudo bem, né? “O Cara” é tão simpático, tão amistoso com o Irã, a Venezuela e Cuba que a gente releva essas coisas. E, se descuidar, ainda vota na Dilma, porque importante mesmo é o continuísmo.

Ainda que seja o constinuísmo da desgraça, porque ao menos a gente já conhece e vive na desgraça e – sejamos sinceros – ninguém gosta de mudança, é complicado se adaptar ao novo.

Não é?

“Estão fazendo tempestade sem substância.”

O governo Lula, secundado pelo professor Luciano Coutinho, está repetindo agora o que fizeram os governos militares. Eles sustentaram uma enorme carga de investimentos internos com aumento da dívida externa, que, coincidentemente, também tinha ativos equivalentes no outro prato da balança. Não obstante esses cuidados contábeis, deu no que deu…

Celso Mingo em Relação incestuosa

50% feliz porque o governo do moço está para acabar.

50% preocupado com quem serão os novos presidentes do BNDES, do BC, o novo chanceler…

Ainda que seja muito difícil ser pior do que o Celso Amorim no caso do Ministério das Relações Exteriores, nunca é demais duvidar dos “méritos” que levam as pessoas aos altos postos da administração pública.