“País de faz de conta”

A verdade é que os números recentes de nossa economia e de nossa trágica condição social estão muito longe da farsa edulcorada pela propaganda que move este governo.

O crescente endividamento das famílias, nosso perigoso déficit em conta corrente, o intermitente custo-Brasil estrangulando nossa capacidade competitiva é o verdadeiro legado que nos deixará o atual governo.

Gilberto Freire, A farsa e a realidade
Brasil Econômico

Mas tudo bem, né? “O Cara” é tão simpático, tão amistoso com o Irã, a Venezuela e Cuba que a gente releva essas coisas. E, se descuidar, ainda vota na Dilma, porque importante mesmo é o continuísmo.

Ainda que seja o constinuísmo da desgraça, porque ao menos a gente já conhece e vive na desgraça e – sejamos sinceros – ninguém gosta de mudança, é complicado se adaptar ao novo.

Não é?

“Estão fazendo tempestade sem substância.”

O governo Lula, secundado pelo professor Luciano Coutinho, está repetindo agora o que fizeram os governos militares. Eles sustentaram uma enorme carga de investimentos internos com aumento da dívida externa, que, coincidentemente, também tinha ativos equivalentes no outro prato da balança. Não obstante esses cuidados contábeis, deu no que deu…

Celso Mingo em Relação incestuosa

50% feliz porque o governo do moço está para acabar.

50% preocupado com quem serão os novos presidentes do BNDES, do BC, o novo chanceler…

Ainda que seja muito difícil ser pior do que o Celso Amorim no caso do Ministério das Relações Exteriores, nunca é demais duvidar dos “méritos” que levam as pessoas aos altos postos da administração pública.

O melhor dos melhores

Com todo o respeito que eu não te devo, você quer “ser o melhor ex-presidente do Brasil“? Mesmo?

Você não consegue ser o melhor ex-metalúrgico que a Aliança já teve.

Talvez se a sua ambição fosse tornar-se o melhor ex-presidente cachaceiro que o Brasil já teve, aí sim.

Ou, quem sabe, ser o melhor ex-presidente que mais viaja para países sem a menor relevância em toda a história do Brasil.

Ou então, vai saber, algum outro presidente era mais cachaceiro e, na ditadura, as pessoas não sabiam. É uma possibilidade.

E talvez algum presidente em exercício tenha viajado para lugares ainda menos importantes. Tudo bem.

Ficamos assim: Você é o melhor ex-presidente de nove dedos e nada mais que isso.

Eleições em quatro parágrafos

O PT é assim: bate como gente grande, mas quer ser tratado com carinhos reservados aos pequenos.

Quando apanha, se diz vítima da injustiça, do preconceito, do udenismo, do conservadorismo, do moralismo, dos conspiradores, dos golpistas, das elites e de quem ou do que mais se prestar ao papel de algoz na representação do bem contra o mal, do fraco contra o forte que o partido encena há anos.

Sempre no papel de mocinho, evidentemente, embora desde que assumiu o poder tenha mostrado especial predileção pela parte do roteiro que cabe ao bandido.

Luiz Inácio da Silva é mestre nessa arte, exercitada ao longo de quatro candidaturas presidenciais e muito aprimorada nestes quase oito anos de Presidência da República.

Dora Kramer, Ladeira Abaixo

Eu bem que gostaria de ter esse poder de resumir e explicar as coisas, mas faz sentido que não tenha, já que ela ganha apara isso e eu sou um mero leitor.

Gloria al Bravo Pueblo

Está na cartilha dos autocratas populistas: se escasseia o pão, amplie-se o circo. Com a economia do seu país em frangalhos e o espectro de uma acirrada eleição legislativa em setembro, o protoditador venezuelano Hugo Chávez faz o que pode ? e o que não poderia fazer se tivesse um mínimo de bom senso e autocrítica ? para desviar as atenções de seus desafortunados concidadãos da crise que o seu “socialismo do século 21″ fez desabar sobre a economia, com reflexos devastadores para o nível de emprego e a inflação.

O lúgubre circo de Chávez, Notas & Informações

Pois é. Mas o Lula falou que o Chavez é gente boa e adora a democracia.

Tá cada vez mais prá México

“Em vez de inventar desculpas – assimetrias, déficit estrutural, desequilíbrio comercial – para justificar o crescente distanciamento entre os dois países, ressaltei, de forma cândida, as vantagens para a Argentina de uma relação política e comercial aberta, sem ressentimentos nem restrições com o Brasil. Referindo-me à recente declaração da presidente Cristina Kirchner de que a Argentina quer ser sócia, mesmo menor, do Brasil, concluí, para perplexidade geral, que a Argentina apenas teria de resolver o que prefere ser em relação ao Brasil: se um México ou um Canadá.”

Rubens Barbosa no Estadão.

Na verdade, nem prá ser our own private Mexico (B-52’s reference intended) a Argentina serve. O México deu origem a Femsa, teve por décadas muitas das fábricas americanas como Kodak, Duracell e afins, produz tequilas das melhores.

E a Argentina quando muito consegue um tanto de vinhos e carne. E conseguem tem um presidente pior que o nosso – e olha que isso é páreo duro.