Réquiem for an e-reader
Era uma vez um simpático, compacto, (quase) leve e (meio) prático e-reader devidamente contrabandeado de algum lugado do meio de Las Vegas para essas terras brasileiras – as vezes tão quentes quanto o deserto de caça-níqueis de Nevada.
Como o sistema do pessoal da B&N não aceitava que eu fizesse muita coisa com ele aqui no Brasil – mas pelo menos eu já sabia disso antes, não foi aquela decepção pós-consumo – o nook virou um grande depósito de textos baixados ao redor da internet.
Aquele monte de texto de sete, doze, vinte páginas virava um grande PDF para ser lido longe do computador, em uma tela que não cansava.
Dezenas de ensaios curtos em PDF não precisaram ser impressos em folhas que iam para o lixo.
Alguns poucos livros velhos que alguma boa alma digitalizou e eu nunca encontrei ficaram lá dentro, guardado naqueles poucos gigas de memória.
A performance do aparelhinho deixava a desejar na velocidade, okey, mas aquilo não foi feito prá ser um tablet ou um smartphone então até fazia sentido.
Não, esse aparelho não foi, nem de longe, a melhor compra que eu fiz na vida – esses riscos de ser early adopter sempre existem – mas ainda assim se pagou fácil.
Mas ele chegou ao final de sua existência.
Finito.
Caput.
Adeus, pobre nook. Eu prometo que vou tomar mais cuidado da tela do próximo.
(Ei, Livraria Cultura, cade o Kobo que vocês vão lançar hein?)












