Já faz tempo (meados de abril, salvo engano) que o Jornal do Brasil fez sua cirurgia plástica e adotou o formato berliner, mas apenas no último fina de semana acabei tendo a chance de manusear (confortavelmente, diga-se) a novidade.
Aparentemente, quem trabalha e quem anuncia gostou. Tudo bem, a matéria sobre os anunciantes pode não ser a mais isenta, mas…
E o que realmente me importa, eu gostei. Eu consegui ler o jornal, aberto, eu uma mesa de bar. Mais importante, eu consegui ler o jornal, aberto, em uma mesa de bar que fica na calçada da Rua Augusta SEM incomodar nenhum dos frequentes pedestres que cruzaram comigo. Depois, ainda consegui ler o JB dentro do metrô, em pé. Quem já tentou ler jornal, mesmo que sentado ou com o jornal todo dobrado sabe qual é o tamanho da logística envolvida nessa operação.
Não lembro a última vez que li o JB, mas fazia tempo. O jornal é carioca, o que faz ele ser um pouco menos “útil” aos paulistanos que Estado, JT ou até mesmo o Agora e o Diário.
E, por muito tempo, ouvimos todo o tipo de especulações sobre a falência e a decadência do diário fluminense. Por isso acabei não mantendo contato com ele nem pela web. Mas com uma reforma gráfica, a curiosidade foi despertada e acabei indo atrás do primeiro berliner nacional (que eu conheça, pelo menos).
Claro que o Estadão não é o jornal que eu imagino adotando esse padrão do lado de cá da Dutra. Mas as empresas jornalísticas de Sampa poderiam repetir a mudança com o JT e o Agora. Não que eu seja e/ou me considere conservador, mas ainda prefiro que o jornal na porta de casa seja o Estadão. Mas consideraria mudar de diário caso o JT invadisse essa praia.
