Psychoville: Terror, humor negro e coisas afins

Por algum motivo, existia lá no fundo da minha mente um certo preconceito com a ideia de terrores gravados para a televisão em terras inglesas.

(Okey, acho que também contribui o fato de que eu não sou lá muito fã de terror, mas nesse caso nem sei se é realmente uma série de terror.)

Menos do que preconceito, talvez, o que acontecia mesmo é que a maioria das produções mais segmentadas – de nicho, talvez? – não chegam até nós e ficamos meio que presos, basicamente, a dramas e comédias daqueles cantos do mundo.

E eu já não me recordo como é que fui parar nessa série, mas o que importa é que eu acabei pondo as mãos em Psychoville.

E foi um daqueles casos de vício instantâneo.

Se você é fã de humor negro, muito fã de humor negro e adora incondicionalmente o bom humor negro, essa série foi feita para você, acredite.

Existe um problema em comentar Psychoville que é não estragar as surpresas da série que, lógico, é recheada delas. Senão nem seria lá um terror muito eficiente, convenhamos.

Imagine maquiagens exageradas, atuações ainda mais exageradas, situações absurdas e atores feios e travestidos. Ou olhe a foto abaixo, que resume tudo isso.

Mas tentando não estragar o prazer de quem quiser assistir a série, lá vai: Psychoville conta a vida de cinco pessoas de diversos cantos da Inglaterra que recebem uma carta misteriosa de um chantagista.

Até aí nenhuma surpresa estragada.

E esses cinco são um ricaço cego psicopata, uma mãe psicopata de uma boneca – sim, é isso mesmo -, um serial killer psicopata que mora com a mãe, um palhaço psicopata com toques de Krusty e um anão.

O que acontece entre eles é que é a surpresa que não deve ser estragada; E, embora não tenha um final memorável, são 7 episódios que merecem sua atenção.

Sim, é o tipo da coisa que você deve assistir ainda que algumas palavras nesse inglês cockney de quinta categoria deles passem não-compreendidas.

E não, Psychoville não é para qualquer público.

A série chegou a segunda temporada, que viu a audiência diminuir sensivelmente, e mais sete episódios foram produzidos, além do infalível especial (que nem foi de Natal, mas de Halloween); essa segunda temporada a gente comenta em uma futura aparição por aqui.

Texto originalmente publicado na TV Magazine, 02 de maio de 2012

Um lindo dia feio

Liniers, quadrinista porteño dos mais recomendados, dedicado especialmente a todos os jornalistas de rádio e tevê que insistem em falar de dia feio para manhãs cinzas, chuvosas e frias.

Wrong.

Alguém precisa ensinar, sei lá, nas nas escolas de jornalismo talvez, que isso também é juízo de valores  - tsk tsk tsk – e dos mais irritantes, diga-se. E, a menos que eles sejam comentaristas/articulistas/colunistas, devidamente pagos para dar palpites sobre todos os assuntos, deviam imaginar – ao menos – que algumas pessoas preferem esses dias ao calor infernal, ao suor incessante e ao sol escaldante.

(Sim, isso me incomoda faz tempo.)

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Superhero grunge art

Com desenhos como esses, é claro que a arte de Lora Zombie já está, faz tempo, em dezenas de páginas da rede, inclusive no Fab, site recomendável de desejos consumistas.

(No caso do Fab, estava, porque parece que todas as peças que estavam sendo oferecidas por lá – essa Mulher Maravilha era uma delas – já foram vendidas…)

A semi-nua super-poderosa acima é parte da coleção de pinups dos quadrinhos pintadas por essa russa, que basicamente trabalha com aquarelas, produzindo algo que ele chama de grunge art.

Como artista do século XXI, essa mistura de Michael Zulli e Suicide Girls sabe se vender muito bem pela rede; isso significa que não vai ser nada difícil você fazer uma busca no Google e descobrir tudo sobre ela. Mas se você não tiver tanta curiosidade assim, de apenas uma olhada no processo criativo da moça no vídeo abaixo.

Podcast: Lado_C #011

Lado_C #011: The Insulting Edition (Ou “Boca suja prá c*****o”)

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Tracklist e trilha sonora do podcast estão lá nos cometários.

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