Superhero grunge art
Com desenhos como esses, é claro que a arte de Lora Zombie já está, faz tempo, em dezenas de páginas da rede, inclusive no Fab, site recomendável de desejos consumistas.
(No caso do Fab, estava, porque parece que todas as peças que estavam sendo oferecidas por lá – essa Mulher Maravilha era uma delas – já foram vendidas…)
A semi-nua super-poderosa acima é parte da coleção de pinups dos quadrinhos pintadas por essa russa, que basicamente trabalha com aquarelas, produzindo algo que ele chama de grunge art.
Como artista do século XXI, essa mistura de Michael Zulli e Suicide Girls sabe se vender muito bem pela rede; isso significa que não vai ser nada difícil você fazer uma busca no Google e descobrir tudo sobre ela. Mas se você não tiver tanta curiosidade assim, de apenas uma olhada no processo criativo da moça no vídeo abaixo.
Como acabar com um ícone
Anos e anos criando uma identidade, desenvolvendo toda a personalidade do herói. E, de uma hora para outra, um publicitário genial pensa nessa beleza aí. Nada contra uma campanha dessas, mas Batman com bigode de leite é como a Jenna Jameson em uma campanha pela alfabetização: dá para fazer, mas não tem o menor sentido.
Batman: HQ vs Cinema
A publicação é antiga, mas somente agora veio parar por aqui. E sabe de uma coisa… Ler uma história tão bem desenhada mas, principalmente, tão bem escrita, deixou no ar (ao menos para mim) uma singela questão: Qual é mesmo a razão que faz as adaptações dos quadrinhos serem tão ruins no cinema?
Não é o caso de discutir se os personagens são bem “transportados” para a telona. Longe de ser um fã radical de quadrinhos, eu apenas leio quadrinhos. E, para ser muito sincero, prefiro Disney à qualquer Marvelice ou DC-zice.
Mas, mesmo conhecendo um bom tanto de Batman e afins, não posso dizer que a primeira adaptação para o cinema me deixou decepcionado. Michael Keaton, bom ou não para o papel, fez um filme bacana. Val Kilmer também estava em um filme bom. Bom entretenimento, diga-se, nada de críticas xiitas de fãs, por favor. Daí para frente, aquele Doutor do ER de Batman, eu desisti. Também não assisti esse último.
Tudo isso apenas para chegar ao ponto de que… Porque algo tão bom como “The Last Arkham” não viram filmes e roteiros bem, beeem, beeeeeem chatos como o do Spider-Man chegam aos cinemas?
Essa história, dividída em quatro edições do que, na época, a DC chamava de Shadow of the Bat (não sei se ainda existe, é uma publicação estadunidense) é absolutamente perfeita para o cinema. Cada página que o leitor vira cria uma série perfeita de stills de filmes na cabeça… E ainda assim, pagam milhões para roteiristas fraquinhos fazerem as adaptações.
É, a vida não é justa. E a arte imita a vida. Ou o contrário, não sei.














