Tá cada vez mais prá México

“Em vez de inventar desculpas – assimetrias, déficit estrutural, desequilíbrio comercial – para justificar o crescente distanciamento entre os dois países, ressaltei, de forma cândida, as vantagens para a Argentina de uma relação política e comercial aberta, sem ressentimentos nem restrições com o Brasil. Referindo-me à recente declaração da presidente Cristina Kirchner de que a Argentina quer ser sócia, mesmo menor, do Brasil, concluí, para perplexidade geral, que a Argentina apenas teria de resolver o que prefere ser em relação ao Brasil: se um México ou um Canadá.”

Rubens Barbosa no Estadão.

Na verdade, nem prá ser our own private Mexico (B-52’s reference intended) a Argentina serve. O México deu origem a Femsa, teve por décadas muitas das fábricas americanas como Kodak, Duracell e afins, produz tequilas das melhores.

E a Argentina quando muito consegue um tanto de vinhos e carne. E conseguem tem um presidente pior que o nosso – e olha que isso é páreo duro.

Vale Cultura prá que então?

Ler um livro é preferência entre hábitos culturais no Brasil

Essa foi a resposta dada por 65% dos entrevistados que fazem algum tipo de atividade cultural, conforme dados da pesquisa “Perfil do consumo de cultura do brasileiro”, realizada pela Fecomércio-RJ em parceria com a Ipsos Public Affair. O objetivo era analisar os hábitos de lazer relacionados com cultura, como ir a um show de música, ao teatro, ao cinema, ler um livro ou apreciar um espetáculo de dança. O dado negativo é que essa maioria que afirmou preferir a leitura está dentro de uma minoria de 43% dos entrevistados que disseram ter atividades culturais por hábito. Para mais da metade dos brasileiros (57%), ir a um teatro ou ler um livro está distante da realidade do dia a dia, ou por falta de conhecimento ou pelo simples fato de não gostar. O estudo refere-se ao ano de 2008, num comparativo a 2007. Foram visitados mil domicílios de 70 cidades, incluindo nove regiões metropolitanas.

A pesquisa também revela outro dado preocupante: 19% dos entrevistados não gostariam de fazer nenhuma das atividades culturais citadas. Entre os que fazem e gostam, a quantidade de livros lidos, de espetáculos, danças, exposições e filmes vistos ainda é considerada baixa. O estudo apontou que a média de livros lidos é de 5,1 por ano. Já os apaixonados por cinema assistiram a filmes apenas 4,1 vezes. Os fãs de músicas foram a 3,8 shows, enquanto os amantes da dança apreciaram 3,5 eventos. As exposições de arte ficaram em último lugar na preferência cultural do brasileiro, com 2,1 visitas.

É o bastante – Apesar dos dados, os entrevistados afirmaram que ler 5,1 livros por ano ou ir a um show de música 3,8 vezes é suficiente. E qual é o limite justo a se pagar por essas atividades ou bens culturais? O livro, que tem a preferência dos brasileiros, ficou com o maior valor: R$ 20. Os que preferem música afirmaram que pagariam até R$ 17 por um show. Depois vem o teatro, R$ 16; a dança, R$ 14; as exposições, R$ 13. Também é R$ 13 o valor considerado justo por um DVD. Já o preço de um CD não poderia ultrapassar os R$ 10.

Mulheres leitoras
– Os números referentes a livros apontados pela pesquisa têm um fator determinante: as mulheres dão mais valor à leitura que os homens. Dentro da média de 5,1 livros lidos em 2008, elas leram 5,5 enquanto eles, 4,7. O percentual que acha esse número suficiente, ou seja, que considera que não é preciso ler mais, é menor entre as mulheres, 52% contra 53% dos homens. Ao responderem à seguinte questão: Por ordem de preferência, o que você mais gosta de fazer?, 69% das mulheres disseram que preferem ler um livro, contra 61% dos homens. E para 2009, o que pretendiam fazer? Elas também deram prioridade à leitura, com 45% dos votos, enquanto 41% dos homens escolheram os livros.

(João Augusto, da Agência Brasil Que Lê)

via PublishNews

Se pretendem pagar $10 num CD e $17 num show, o tal do Vale Cultura com o qual o governo quer comprar educar a população vão dar pro gasto.

E as mulheres provam que são muito melhores que nós até nessa hora.

Censo feito na mão

“O IBGE desiste de usar netbooks em censo demográfico de 2010. A decisão foi tomada após a ocorrência de uma série de problemas identificados durante o censo experimental, um teste realizado em Rio Claro (SP). Durante a coleta, os equipamentos apresentaram uma sucessão de problemas, como perda de informações, aquecimento fora do comum e incompatibilidade para rodar sistemas desenvolvidos pelo IBGE.”

Valor Econômico, 30/11/09 (Íntegra da matéria no MP)

Sem contar aquele que seria o maior problema de todos para a utilização dos netbooks: Iriam ser roubados.

Latinos

Não é que nada que se produz no Brasil para TV me agrade. E nem que seja mais fácil criticar o que é feito aqui. Mas só para não perder o hábito…

Talvez seja só um problema de identificação. O cérebro está tão habituado a pensar nesse atores como coisa de novela que, quando aparece um Marcos Palmeira ou uma Maria Luiza Mendonça na TV, a associação com a Globo é imediata. E isso não quer dizer que Mandrake seja um programa ruim. Está bem acima do que TV verde-e-amarela costuma produzir.

Ainda assim, ao assistir algo feito aqui perto, por nossos irmãos argentinos, a sensação de que ainda falta um tanto para chegar num lugar de destaque é imediata.

Talvez o roteiro deles não tenha sido escrito por algum integrante de banda falida de rock, e isso ajuda, mas Epitáfios é muito mais série do que Mandrake em vários sentidos.