PD: Japonês é tudo louco
Battle Royale não foi o primeiro dos filmes dessa série cinematográfica pretensamente distópica que eu acabei assistindo desde que esse “especial temático” tomou conta do Boxee lá de casa; o filme também não é novo – foi lançado em 2000 – mas acho justo que esses posts comecem por ele.
Um dos motivos é que o tal do Hunger Games – esse sim, um filme recente e hollywoodiano – vem sendo comparado em dezenas de textos com a obra do japonês Kinji Fukasaku.
Eu não assisti o filme americano mas, pelo que aparece pela rede, ele é totalmente baseado e roubado de Battle Royale e não tem absolutamente nada a ver com o filme japonês.
Tudo, claro, vai depender de quem escreveu o texto e do quanto essa pessoa gosta do filme americano ou do japonês….
Comparações à parte, a história é razoavelmente bizarra mas, prova de que o mundo anda piorando um bocado, devia chocar muito mais na época do lançamento do mangá em que se baseia o filme.
Talvez nessa virada 99/00, um grupo de crianças em um futuro não muito distante que fossem colocadas em uma ilha para se matarem até sobrar apenas um – culpa da situação econômica – fosse um choque; hoje, não sei não…
(E, de fato, causou um impacto, tanto que existiu uma censura forte ao filme no Japão e sua distribuição internacional foi bastante boicotada; o “culto” a obra só surgiu um bom tempo depois… Louvem os torrents e a aparição de um poster do filme em uma cena da comédia gore Shaun of the dead.)
Talvez para não chocar tanto, as cenas que tem um potencial de violência gráfica maior descambam para o quase cômico; intencional ou não, o recurso suaviza um pouco o que você está assistindo.
Dito isso, e que a história não vai muito além do que você espera, e que as dezenas de atores adolescentes vão morrendo aos montes, o filme serve – serviu, ao menos, para mim – como uma confirmação dessa máxima do título.
Japonês é tudo louco.
Seja na pornografia, seja nos mangás, seja nas máquinas de comidas bizarras ou em seus cosplays, esses caras nunca deixam de surpreender.
E acredite, esse “tudo louco” não é nada negativo; é bem interessante ver como uma cultura que se desenvolveu razoavelmente distanciada de padrões estéticos-comportamentais do ocidente continua mantendo traços que a caracterizam tão bem.
Se permite um conselho, assista.
Não espere muito, mas assista.










