Já fazem duas semanas – um pouco mais, um pouco menos – que resolvi dar minha pequena contribuição a sobrevida do Cine Belas Artes e assistir Tudo Pode Dar Certo (Whatever Works).
Ao contrário de muita gente, genial não é – para mim – sinônimo de Woody Allen. Ele fica acima da média em alguns momentos, fica embaraçosamente mediano em outros e, no final das contas, acaba sendo o que é: um cineasta.
Pensando nos três últimos filmes seus que eu paguei para ver no escuro, não sei se Tudo Pode Dar Certo é melhor, pior ou a mesma coisa que Vicky Cristina Barcelona ou O Sonho de Cassandra.
Ok, não é a mesma coisa. Nenhum dos três filmes tem tantos e tão óbvios pontos em comum para um olhar destreinado como o meu traçar paralelos cinematográficos que façam sentido. Deixo isso para o Zanin ou o Merten mesmo.
Mas, duas semanas depois – um pouco mais, um pouco menos – O Sonho de Cassandra e Vicky Cristina Barcelona não estavam mais no consciente, inconsciente, id e que tais.
Em compensação, hoje, após duas semanas – um pouco mais, um pouco menos – eu ainda canto parabéns duas vezes a cada vez que lavo as mãos.
Pode, sim, ser um simples traço da perenidade de um bom Woody.
Pode ser apenas uma crise de abstinência de Seinfeld projetada no Larry David.
Ainda não sei o que é ou o que pode ser, mas sei que será a segunda chance de Curb Your Enthusiasm na minha lista de pendências em DVD.
