3 wise monkeys

“A atuação da ministra Iriny Lopes, da Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres, querendo impor veto a propaganda e sugerindo à TV Globo mudanças no enredo de novela, dá a medida do uso que o PT faria do “controle social da mídia”, caso conseguisse aprovar a medida.

A ministra tem contribuído mais para reunir repúdio ao plano – ainda na agenda do partido – que qualquer coisa que se possa dizer sobre a liberdade de expressão.”

Dora Kramer, em Forasteiros, no Estadão de 12/10.

Não adianta… Se o partido nasceu como o detentor universal das verdades absolutas (amém), que não admite o contraditório, nunca vai perder uma chance, por menor que ela seja, de tentar controlar o que seu rebanho vê, lê e ouve.

Uma releitura moderna, adaptada as necessidades petistas, dos três macacos sábios

Eleições em quatro parágrafos

O PT é assim: bate como gente grande, mas quer ser tratado com carinhos reservados aos pequenos.

Quando apanha, se diz vítima da injustiça, do preconceito, do udenismo, do conservadorismo, do moralismo, dos conspiradores, dos golpistas, das elites e de quem ou do que mais se prestar ao papel de algoz na representação do bem contra o mal, do fraco contra o forte que o partido encena há anos.

Sempre no papel de mocinho, evidentemente, embora desde que assumiu o poder tenha mostrado especial predileção pela parte do roteiro que cabe ao bandido.

Luiz Inácio da Silva é mestre nessa arte, exercitada ao longo de quatro candidaturas presidenciais e muito aprimorada nestes quase oito anos de Presidência da República.

Dora Kramer, Ladeira Abaixo

Eu bem que gostaria de ter esse poder de resumir e explicar as coisas, mas faz sentido que não tenha, já que ela ganha apara isso e eu sou um mero leitor.