Estadao.com.br

Eu gosto, gosto mesmo, do Estadão – dentro dos limites do quanto é possível gostar de um jornal, claro – desde antes do dia em que substitui a assinatura da Folha. E também gosto da cara nova do portal, é bem mais agradável do que as antigas tentativas deles (excessão dos sites do Limão, que eu não entendo, do Link, que é uma zona e das rádios, que também não são lá muito atualizados).

Mas tem algo que não só não faz muito sentido como deixa aquele gosto de “feito pelo sobrinho” (aka nas coxas) que todo mundo entende: as fotos no rodapé das páginas.

NACIONAL: Tudo bem, entendemos a importância/comoção da morte de uma figura pública. Mas não ficou muito bom isso não:

Massacre: Jefferson Péres morreu cinco vezes

Ok, ao menos não repetiram as fotos, só os textos. Mas não dá para ser assim tão criativo com textos minúsculos em legendas de falecimentos.

METRÓPOLE: Sim, também sabemos da importância do maior evento gay da América Latina… mas desde domingo até hoje, só no meu bairro, devem ter ocorrido ao menos dez fatos importantes que mereceriam algum destaque, imagine no resto da cidade.


12ª, 13ª, 14ª, 15ª…. Parada do Orgulho GLBT

Pensando que a pessoa que escolheu os destques achou interessante utilizar essas fotos para dar um colorido na página, deixar mais viva, podemos até não ser tão críticos. Sem contar que as quatro legendas são diferentes, logo a pessoa até desenvolveu um trabalho.

CADERNO 2: Nesse caso já não dá para fazer concessões. Mesma foto, mesmo título, mesma legenda.


Mirror, mirror…

Um dia, quem sabe um dia, a mídia impressa não vai brigar tanto assim para transportar seu conteúdo para a web. (Embora a minha modesta linha de raciocínio me diga que isso é muito mais um problema de RH do que de tecnologia, falta de recursos, falta de assunto ou pressa.)

Então tá, vamos falar de jornalistas desinformados

E dessa vez não é para falar de alguém que errou na hora de pronunciar alguma palavra em língua estrangeira.

A jornalista (Flávia Guerra, se é que você quer saber), dando boletim de cultura no Eldorado a noite, na rádio (adivinhou!) Eldorado falava dos filmes do 15º Festival Mix Brasil de Cinema e Video da Diversidade Sexual.

Tudo bem até começarem a falar de Jihad para o amor: Segundo a jornalista, jihad é o véu que os muçulmanos usam no rosto quando estão em público.

Se você, ao contrário dela, sabe que jihad não é peça do vestuário, o filme passa no CineSesc, dia 20/11 às 20h00; no dia seguinte, 21/11, no Espaço Unibanco, também às 20h00.

Poder da notícia errada

Cada vez mais atacados por informações de todos os lados, aparentemente temos menos e menos tempo para digerir/processar/entender o que nos passam.

Nessa manhã, por um pequeno erro de letrinhas, o locutor da Jovem Pan disse que o Banco Real, e não o Banco Rural, estava envolvido com os bois superfaturados do Seu Renan. Eu, que sou correntista do primeiro, já fiquei bem puto. Toda aquela bobagem de sustentabilidade, responsabilidade social, eco-friendly… Tudo bobagem.

Depois de perceber a cagada, o locutor disfarça e fala sobre o Banco RURAL. Ufa, pensei eu. Em seguida pensei, como sempre nessas ocasiões, que a correção é sempre difícil, mas deve pelo menos ser feita de forma transparente. Não como o tal locutor, que faz de conta que nada aconteceu, muda o nome de volta e segue em frente.

p.s. E o Real ainda anuncia, como Real e como Sudameris, na Jovem Pan. E patrocina o helicóptero deles.

Poder da notícia errada

Cada vez mais atacados por informações de todos os lados, aparentemente temos menos e menos tempo para digerir/processar/entender o que nos passam.

Nessa manhã, por um pequeno erro de letrinhas, o locutor da Jovem Pan disse que o Banco Real, e não o Banco Rural, estava envolvido com os bois superfaturados do Seu Renan. Eu, que sou correntista do primeiro, já fiquei bem puto. Toda aquela bobagem de sustentabilidade, responsabilidade social, eco-friendly… Tudo bobagem.

Depois de perceber a cagada, o locutor disfarça e fala sobre o Banco RURAL. Ufa, pensei eu. Em seguida pensei, como sempre nessas ocasiões, que a correção é sempre difícil, mas deve pelo menos ser feita de forma transparente. Não como o tal locutor, que faz de conta que nada aconteceu, muda o nome de volta e segue em frente.

p.s. E o Real ainda anuncia, como Real e como Sudameris, na Jovem Pan. E patrocina o helicóptero deles.