Crash the Queen

“J. G. Ballard, cujos livros incluem Crash e O Império do Sol, disse que dispensou uma homenagem por sua produção literária em 2003. “A coisa toda é uma ilógica encenação”, disse uma vez ao Sunday Times. “Milhares de medalhas são dadas em nome de um império inexistente. Isso nos faz motivo de piadas.”

Londres diz quem quem esnobou a rainha“, no Estadão.

Família tradicional?

“O papa Bento 16 disse nesta segunda-feira, 9, que o casamento homossexual é uma das várias ameaças atuais à família tradicional, pondo em xeque “o próprio futuro da humanidade”.”

Ah, então o casamento homossexual ameaça o futuro da humanidade?

Bom, se por futuro da humanidade ele quer dizer o futuro das mordomias proporcionadas pela humanidade aos ilustres representantes de uma instituição de mentalidade defasada, torpe e tacanha, faz sentido.

Se for esse o caso, o casamento homossexual é o menor dos problemas.

É melhor vocês, papas, bispos, padres e assemelhados, se preocuparem mais em evitar que as pessoas estudem que terão mais sorte em manter esse tão necessário status quo.

Quem sabe até queimar uns livros, não? Afinal de contas, experiência nisso vocês tem de sobra.

Mas evitem reviver as cruzadas. Esse negócio de tortura caiu um pouco em desuso mesmo entre os tiranos do oriente médio.

Ensino “superior”

“O câmpus de qualquer instituição acadêmica é sagrado para a transmissão do saber, não para o consumo de drogas. É proibido fumar maconha na nave da Sé, na rua, em boates e na Cidade Universitária. Os “bichos grilos” mimados que se disseram “torturados” por terem sido levados de ônibus – e não nos carrões dos pais – para a delegacia devem ser fichados como bandidos comuns e expulsos da universidade para que outros que querem e precisam estudar recebam a educação que desprezam.”

José Nêumanne, em “A revolução dos ‘bichos grilos’ mimados da USP“,
no Estadão de hoje.

3 wise monkeys

“A atuação da ministra Iriny Lopes, da Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres, querendo impor veto a propaganda e sugerindo à TV Globo mudanças no enredo de novela, dá a medida do uso que o PT faria do “controle social da mídia”, caso conseguisse aprovar a medida.

A ministra tem contribuído mais para reunir repúdio ao plano – ainda na agenda do partido – que qualquer coisa que se possa dizer sobre a liberdade de expressão.”

Dora Kramer, em Forasteiros, no Estadão de 12/10.

Não adianta… Se o partido nasceu como o detentor universal das verdades absolutas (amém), que não admite o contraditório, nunca vai perder uma chance, por menor que ela seja, de tentar controlar o que seu rebanho vê, lê e ouve.

Uma releitura moderna, adaptada as necessidades petistas, dos três macacos sábios