Das várias formas de conseguir o que se quer
A explicação é a mesma: quem baixa conteúdo é, antes de tudo, um entusiasta e um consumidor de entretenimento. “Nosso estudo indica que essas pessoas tendem a fazer um uso intensivo de todos os canais disponíveis, sejam eles legais ou ilegais”, disse ao site TorrentFreak o responsável pelo estudo holandês, Joost Poort. Para esses consumidores, não há uma barreira entre o legal e o ilegal. As pessoas optam pelos caminhos conforme as suas necessidades.
Um aviso para a indústria: não processe. Seduza os clientes
Tatiana de Mello Dias, no Link
Mas não.
Você vai lá nos YouTubes, Hulus, NetFlixes e afins e dá de cara com isso:

Ou isso:

O que é que vocês querem hein?
Tá, isso é meio retórico, vocês querem ganhar dinheiro com o produto de vocês, obviamente.
(Nada errado com isso não, claro, também quero ser pago pelo meu trabalho.)
Mas se é isso que vocês querem, amigos da NBC, FOX, CBS, BBC e afins, o projeto de vocês devia ser levar o conteúdo ao máximo de pessoas possível, não bloquear o máximo de pessoas possível.
Faz sentido, não?
Mas…

Eu sei, existem milhões de “poréns”, “contudos”, “senões”, parágrafos e incisos que podem ser citados.
Mas isso se aplica, digamos, a BBC passando um filme americano no seu site e não sendo disponível no Brasil, certo?
Ou um show que a FOX comprou prá exibir em seu site para os americanos.
Tudo bem.
Mas e esse monte de produções originais dos canais?
É isso, em grande parte, que estamos interessados.
CSI, Fringe, Sherlock, No Reservations, Dexter, essas coisas sabe?
E a gente tem pouca paciência, vocês já notaram não? Um canal comprar a série e demorar seis meses para estrear por aqui… Hmmm, será?
Tem que legendar, eu sei mas – eu sei e vocês sabem – em 24 horas ou menos todos os episódios estão legendados em umas trinta línguas distintas pela rede.
Esse povo desesperado pra ver o episódio no dia seguinte não podia comprar lá naquele iTunes, legalizado, ao invés de piratear?
Não dá tempo de legendar? Ok, manda lá sem legenda.
Eu sei que tem gente que não se importa. E quem se importa que, aí sim, espere o dublado ou legendado na TV a cabo.
Mas não custa facilitar a vida sabe?
E vocês ainda podem até ganhar uma grana.
Sério, a gente não é inimigo não. Quero mais é que vocês encham os tudos de dinheiro, façam mais e mais séries fodonas.
Mas, aê, ajuda a gente também, né?
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p.s. Uma pequena observação, por conta de um texto que seo apareceu na minha tela agora, lá no site da FGV:
“As restrições tecnológicas acabam por prejudicar os melhores consumidores da indústria cultural, principalmente, aqueles que pagam corretamente pelos produtos adquiridos.”
Só pro caso de você querer ler mais disso né, vai saber, tem um “mini-curso” de direito autoral por lá.










