La musique française

“Les concerts échappent à cette morosité, car chanter dans la langue de Shakespeare est un véritable passeport pour les scènes des quatre coins du monde. Leur nombre explose en 2007 : près de 7 000 concerts d’artistes produits en France ont été recensés par le Bureau Exports (+ de 40 % par rapport à 2006), notamment en Europe et aux Etats-Unis. Et les sorties de disques français progressent en 2007, avec plus de 1 900 sorties à l’internationale répertoriées par le bureau.

‘La tournée internationale est la clé de la réussite’, affirme Sophie Mercier. ‘A part Carla Bruni, les cinq artistes français les mieux vendus à l’export ont tous enchaîné des dizaines et des dizaines de concerts aux Etats-Unis, en Europe et au Japon. C’est un investissement énorme pour les maisons de disque mais c’est comme ça qu’on réussit à créer un buzz.’”

Gaelle Le Roux, para a France24

Ou seja, se quer viver de música, pare de fazer rock em inglês e comece a pensar em virar produtor de electro francês. Mesmo se não vender muito, pelo menos vai fazer turnê até não poder mais. Ou, opção um pouco mais complexa, pode tentar seguir os passos da Carla Bruni e encarar um francês com cara de Sarkozy.

France24

Estreou ontem a noite na web a tal da France24, o canal francês que tem como ambição ser um ponto de vista diferente dos americanismos da CNN e da FoxNews, bem como não seguir a onda britânica da BBC News.

Assistindo as primeiras horas de transmissão, já é possível perceber uma enorme qualidade nos profissionais do canal em inglês. Sim, porque eles vão ter canais em inglês, francês e árabe. E um canal em espanhol em dois anos.

E as boas surpresas continuam na identidade visual, limpa, séria, sofisticada, e até mesmo na previsão do tempo, que todos acham que não tem como ser diferente da mocinha frente ao mapa apontando ícones de chuva. A France 24 prova que dá para ser diferente sim.

Quando isso chega ao Brasil? Talvez nunca. Inicialmente eles não tem sinal para as Américas, apenas Europa, Ásia, África e Oriente Médio, além de contratos exclusivos para Washington D.C. e Nova Iorque.

Em tempo, é France vingt-et-quatre, não France twenty-four. Acesse eles aqui.