Cinema? TV!

Jason Goldman, que trabalhava no Blogger, escreveu:

“It’s not that I want there to be new episodes of Six Feet Under. It’s just that I wish I could relive the experience of watching the whole series for the first time.”

Agora, revendo os episódios no canal de séries da HBO, devo dar razão ao rapaz.

Assistir uma série como essa, ou como The L Word, a nacional Mandrake ou outras das produções dos canais premium como HBO e ShowTime me faz, sempre, pensar em porque o público dos cinemas diminui e a repercusão de seriados é cada vez maior.

Enquanto o cinema produzir remakes de Miami Vice, infindáveis sequencias para Harry Potter e coisas do gênero e a TV criar SFU, Lost, Carnivale, Entourage e The L Word, entre outros, vai realmente valer mais o suor do trabalho gastar o dinheiro com uma assinatura que inclua os canais top do que pagar $ 18,00 num filme mais $ 10,00 no estacionamento e $ 20,00 em pipocas e guloseimas.

Anti-herói americano

Na época do lançamento de American Splendor, algum crítico escreveu pela web afora que, ao pensar em adaptações dos quadrinhos para o cinema, sempre temos a idéia de homens em uniformes coloridos e alguns super-poderes.

Exatamente por isso, o título nacional para o filme não faz juz às inúmeras péssimas traduções que as distribuidoras fazem. Anti-herói americano é o melhor título que esse filme poderia ter. Na verdade é o único; nada mais faria justiça a história de Harvey Pekar.

Como, entre outras profissões, Pekar é um crítico de jazz e de literatura (e dos bons, dizem), eu não poderia fazer uma crítica de um filme sobre sua vida. Não porque eu não esteja a altura dele, mas porque acabaria indo dormir com a sensação de que eles, o filme, Pekar e Paul Giamatti merecem muito mais.

Por isso, ao invés da crítica ou das observações ou o que quer que as pessoas façam após assistirem esse filme, ao invés de fazer isso, faço uma sugestão. Assista. De preferência em casa, sexta-feira a noite, quando ninguém te chamar para sair e sua vida parecer uma droga. Mas sem traumas, ordinary life is pretty complex stuff.