The day the music died

Deu gosto de ver a cobertura musical na página do NYT hoje… Presta atenção:

  • Pervis Jackson, Bass Voice of the Spinners, Dies at 70
  • Ronnie Drew, 73, Irish Folk Singer Who Founded the Dubliners, Is Dead
  • LeRoi Moore, 46, Saxophone Player, Dies
  • Ronnie Drew, Folk Singer and Guitarist Who Founded the Dubliners, Dies at 73
  • Johnny Moore, 70, Ska Trumpeter, Is Dead
  • Dorival Caymmi, Singer of Brazil, Is Dead at 94
  • Don Helms, 81, Who Put the Twang in the Hank Williams Songbook, Is Dead
  • Donald Erb, Composer of Early Electronic Music, Dies at 81
  • Jerry Wexler, a Behind-the-Scenes Force in Black Music, Is Dead at 91
  • Hollywood Joins Memphis for a Farewell to Isaac Hayes

Em 31 notas na página principal, dez são fúnebres. O mundo está ficando silencioso.

Não acredite nas dimensões

“The consumer we want to reach watches ‘Lost’ on a big TV screen, on a computer screen and on an iPhone,” he said. “They’re agnostic on format.”

Gary Armstrong, CMO da Wenner Media em relação ao novo formato da Rolling Stone.

Você também não acha que os termos estão se confundindo demais? Ou isso é possível graças a nossa receptividade a mashups, remixes, copia-e-cola? Agnóstico de formato? Não, isso tá errado.

(E não, eu não acho que faz a menor diferença o formato da. Por mim, a RS podia ter o tamanho da Pix)

Estereótipos e audiência

There were a lot of misperceptions that Sci Fi was for men, that it was for young men and that it was for geeky young men,” said Bonnie Hammer, the president of NBC Universal Cable Entertainment, which oversees Sci Fi. “We had to broaden the channel to change the misconceptions of the genre.”

Tim Arango, no NYT

Bom, então podemos mesmo esperar que um dia as pessoas entendam que ficção científica é mais do que aliens, viagem no tempo e monstros? E que Arquivo X era excelente (ao menos as três ou quatro primeiras temporadas) mas sci-fi não é só isso?

E, tão importante quanto isso, que não são apenas jovens do sexo masculino que se interessam por esses temas e se trancam no quarto com pilhas de miniaturas de Star Trek para assistir maratonas de Taken? (Tudo bem, eu reconheço que eu sou um jovem do sexo masculino, mas em minha defesa eu digo que não gosto de Taken, nem televisão eu tenho no quarto e nunca comprei uma miniatura de Star Trek).

Fidelidade e música

“As David P. Barash, a professor of psychology at the University of Washington in Seattle, put it with Cole Porter flair: Infants have their infancy; adults, adultery.”

Quantas vezes a gente precisa ler coisas desse tipo para lembrar que os trocadilhos deles são melhores que os nossos? Já não sei se realmente é uma coisa dos jornalistas deles não. No fundo, se não for a língua, deve ser alguma coisa na água. No NYT.

E, só para continuar no Times e ficar com inveja.

Gado

New York Times mostrando para todo mundo como nossso país é bem governado, como nosso presidente é correto e honesto, como o PT é justo e ético.

Bom, ético o partido até é. Segundo um entrevistado da CBN ontem, ética não são normas de como fazer o bem, como ser justo ou similares, embora nós sempre usemos a palavra com esses significados.

Ética é (desculpem os estudiosos se eu cometer algum deslize, estou citando de memória) a forma que um determinado grupo concorda em agir diante de determinados acontecimentos. Logo, o partido, aliás, quase todos os seus partidários, já que toda generalização respinga em quem não deve, tem uma ética. Eles tem um conjunto de regras em prol de algo maior.

O algo maior que eles buscam é, como não poderia deixar de ser, o poder. O conjunto de regras é, aparentemente, simples: “faça o possível, o necessário”, mesmo que o “possível” seja ilegal e o “necessário” seja absolutamente imoral.

E o cara tem 52% de aprovação da população, número recorde na pesquisa do Datafolha. Tendo a máquina à seu favor, cartões disso, cartões daquilo, cofres escancarados, dívida pública batendo no teto, quem precisa de Duda Mendonça, não é?