Not so horny.

“Em canais à la carte, como o Playboy (R$ 30 por mês extras na assinatura), a imagem está se tornando tão amarelada que o canal pode não cumprir nem mais a função de excitar: atrizes e atores parecem estar com icterícia grave.”

Ricardo Feltrin, na Folha Online.

Deixa eu ver se eu entendi… Ele quer me convencer que assistir um filme assim não é excitante? (Inserir cara de irônia aqui)

Talvez seja o novo posicionamento da Sky/DirecTV. A primeira TV por assinatura do Brasil especializada em excitar os daltônicos. É, e ainda brincam de que é o melhor dos dois mundos essa fusão. Então tá…

Em outra nota voltada aos mesmos tipos de, hannn, interesses: Pornografia inspira padrão de memória digital.

“Comportamento dos fãs de pornografia mantém dados “vivos” na web por muito tempo. Polêmicos softwares de troca de arquivo também podem contribuir com preservação.”

Eu tinha CERTEZA de que esse esforço todo que nó… digo, essas pessoas que gostam de pornografia fazem, transmitindo vídeos e imagens compulsivamente, um dia iria ser reconhecido pela sociedade. Uma salva de palmas para você, meu amigo, que tem a palma da mão peluda! Todos comprimentariamos você mas… sabe-se lá o que você andou segurando nessa mão.

Lee’s Lolitas

Terry Richardson não é o fotógrafo mais convencional desse planeta, tudo bem… Como pode ser conferido em suas fotos para essas camapanhas (Chloé, Sisley e Miu Miu), seu trabalho sempre está no limite do aceitável/condenável para o público médio. Terry fotografa pela linha que divide softcore e hardcore. E seus livros são umas cem vezes melhores que seu trabalho publicitário.

Sua nova campanha para a Lee estava prestes a ser proibida na Austrália. Como diz este artigo de uma subsidiária da News Corp., “Publicidade impactante atinge seu ponto mais baixo” em tradução livre. Não que uma empresa assumidamente conservadora fosse elogiar as fotos, mas a publicidade ainda pode ir muito mais baixo que isso.

Sem explorar a foto de ninguém (que recebe bem para ser a modelo) e cujo fotógrafo recebeu $ 200,000.00 pelo trabalho, as agências muito muito criativas conseguem sempre ir mais baixo.

Conseguem colocar dez, quinze moças correndo pela Avenida Paulista com minúsculos shorts e camisetas azuis para fazer propaganda da Nivea.

As agências conseguem achar que a propaganda externa realmente embeleza a cidade. O cidadão responsável pelo “P” da DPZ defendeu isso com paixão na CBN. O espanhol, muito modesto a ponte de se auto-elogiar no ar mais de uma vez, realmente acha que a cidade deve esconder suas feiuras com as belas peças de propaganda que publicitários, talvez de ego tão inflado quanto o dele, criam.

As agências que cuidam da publicidade de prédios caríssimos conseguem colocar meninas de classes baixas, sob um sol implacável, para distribuir folders de prédios que custam mais do que a família delas ganha em três gerações.

E vem alguém reclamar das fotos do Terry Richardson? Sinceramente…

ps. Um álbum com as fotos dessa campanha está aqui no Flickr.