Psychoville: Terror, humor negro e coisas afins

2 de maio de 2012 às 19:10

Por algum motivo, existia lá no fundo da minha mente um certo preconceito com a ideia de terrores gravados para a televisão em terras inglesas.

(Okey, acho que também contribui o fato de que eu não sou lá muito fã de terror, mas nesse caso nem sei se é realmente uma série de terror.)

Menos do que preconceito, talvez, o que acontecia mesmo é que a maioria das produções mais segmentadas – de nicho, talvez? – não chegam até nós e ficamos meio que presos, basicamente, a dramas e comédias daqueles cantos do mundo.

E eu já não me recordo como é que fui parar nessa série, mas o que importa é que eu acabei pondo as mãos em Psychoville.

E foi um daqueles casos de vício instantâneo.

Se você é fã de humor negro, muito fã de humor negro e adora incondicionalmente o bom humor negro, essa série foi feita para você, acredite.

Existe um problema em comentar Psychoville que é não estragar as surpresas da série que, lógico, é recheada delas. Senão nem seria lá um terror muito eficiente, convenhamos.

Imagine maquiagens exageradas, atuações ainda mais exageradas, situações absurdas e atores feios e travestidos. Ou olhe a foto abaixo, que resume tudo isso.

Mas tentando não estragar o prazer de quem quiser assistir a série, lá vai: Psychoville conta a vida de cinco pessoas de diversos cantos da Inglaterra que recebem uma carta misteriosa de um chantagista.

Até aí nenhuma surpresa estragada.

E esses cinco são um ricaço cego psicopata, uma mãe psicopata de uma boneca – sim, é isso mesmo -, um serial killer psicopata que mora com a mãe, um palhaço psicopata com toques de Krusty e um anão.

O que acontece entre eles é que é a surpresa que não deve ser estragada; E, embora não tenha um final memorável, são 7 episódios que merecem sua atenção.

Sim, é o tipo da coisa que você deve assistir ainda que algumas palavras nesse inglês cockney de quinta categoria deles passem não-compreendidas.

E não, Psychoville não é para qualquer público.

A série chegou a segunda temporada, que viu a audiência diminuir sensivelmente, e mais sete episódios foram produzidos, além do infalível especial (que nem foi de Natal, mas de Halloween); essa segunda temporada a gente comenta em uma futura aparição por aqui.

Texto originalmente publicado na TV Magazine, 02 de maio de 2012

Psychoville

22 de setembro de 2009 às 14:30

É o tipo da coisa que você deve assistir ainda que algumas palavras nesse inglês cockney de quinta categoria passem não-compreendidas.

Mas não, Psychoville não é para qualquer público.