Podcast: Lado_C #008
Lado_C #008: The Rainbow Edition (Ou “Canções para colorir: Canetinhas não inclusas”)
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Tracklist e trilha sonora do podcast estão lá nos cometários.
Lado_C #008: The Rainbow Edition (Ou “Canções para colorir: Canetinhas não inclusas”)
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Lado_C #008: The Rainbow Edition (Ou “Canções para colorir: Canetinhas não inclusas”)
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Lado_C #005: Versão Alternativa (Ou “Versão Alternativa [Unreleased Alt. Take]“)
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“Online piracy thrives not only because of the widespread availability of free, top-tier entertainment, but because the venues themselves are now well known, well liked and habitually used,” says the report.”
Mesmo podendo pagar míseros centavos pelo seu download legal, foi mais forte a vontade de baixar um torrent em dez minutos do que preencher duas páginas (curtas) de informações para ter a cópia de In Rainbows.
O fato de que você precise de um cartão internacional certamente fez diferença imagino eu; ainda assim, 400 mil cópias ilegais em um dia, 2,3 milhões em algumas semanas… não sei quantas pessoas baixaram o disco legalmente mas se esses 2,3 milhões de pessoas tem um computador, acesso rápido e, provavelmente, um MP3 ou um gravador de CD, imaginar o que a banda poderia ter ganho com a simples conta de 2.300.000 x (qualquer quantia) é impressionante.
Se for verdade mesmo que as pessoas recorrem aos seus trackers preferidos pelo simples hábito e fidelidade, quem roda esses serviços devia ser contratado por algumas transnacionais para seus times de marketing. Lealdade a marca é isso e consegue ser mais forte que a lealdade à banda.
Por isso que alguns fazem crítica de música para o NYT.
“Anything Radiohead can do, Trent Reznor can do his way.”
Em muito menos espaço do que eu uso, e em uma frase muito mais curta do que as que eu li, Jon Pareles define Ghosts I-IV.
Começa com Radiohead (ou não, vai saber, mas o Radiohead foi o primeiro que realmente conseguiu destaque para isso), passa por Charlatans e chega no NIN.
In Rainbows (não está mais disponível) para ser baixado de graça (ou quase, já que pelo menos uma tarifazinha mínima por ter usado o cartão você acabava pagando); You Cross My Path de graça no endereço da rádio. E Ghosts I-IV sendo oferencido ao gosto do freguês, para ficar em um clichê pouco batido.
Dá para perceber que cada banda está pensando em criar um jeito para, quem sabe, quando coisas como o Slice The Pie fizerem mais sentido ainda, conseguirem ter criado um modelo REALMENTE decente de distribuição.
Se no caso do Radiohead você escolhe quanto pagar e o Charlatans provavelmente ganha lá seus trocados da rádio e/ou anunciantes da própria para bancar o download (Trama faz escola ou Trama também é cópia?), o Nine Inch Nails ainda oferece uma série de opções: download gratuito de 9 faixas, download de 36 faixas por $5, CD duplo por $10, pack de luxo com CD duplo mais DVD com as faixas para serem remixadas (tudo seguindo os preceitos das licenças Creative Commons) e um Blu-ray com áudio em alta definição por $75 ou a esgotada opção ultra luxo de $300 com tudo que da versão de $75 mais dois livros, tudo autografado por Trent Reznor.
Por conta da experiência com Saul Williams (que Reznor produziu em ‘07) ele só não vai mesmo é deixar baixar tudo de graça. Aparentemente o fato de que pouquíssima gente pagou $5 pelo download do álbum não agradou.
(Sei, exagerei nos parênteses)