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As vendettas do dia a dia

Aguentar a campanhazinha do Marcelo Tas em críticas semi-diárias (isso existe?) a Veja é bem bem chato. Até porque, quando as pessoas entram em teorias conspiratórias de perseguição e afins, no geral acabam perdendo o bom senso. E o senso do rídiculo.

Claro que isso não quer dizer (nem poderia, é impossível) que a Veja é uma boa revista. Ou que é uma revista imparcial. Ou que não é um enorme desperdício de papel. Mas tudo tem limite. Ou não.

Quase como o Tas, o Paulo Henrique Amorim também tem sua cruzada. A nemesis dele é, vejam só, a Globo. Nada contra nesse caso também. Eu sou muito grato a todas as pessoas que em sua vida contribuiram para a criação e desenvolvimento da TV por assinatura, o que me ajuda (e muito) a estar longe da Globo já fazem anos… E não, antes que pensem “hehe, a Net é da Grobo.. haha, bobão”, eu não assino a Net. Nem a Sky, ok? Não, também não é a Vivax.

No caso do PHA, por mais que ele goste de falar mal, e parece que ele não só gosta como considera isso sua missão, fica aquela sensação de que (um) ele já trabalhou lá então… porque não falou mal quando recebia (provavelmente muito bem) salário dos Marinho? (dois) ele trabalha na Record, não? Então qualquer denúncia contra a Globo que cair no colo dele ou dos bispos é bem vinda, seja real ou “quase”.

Feio feio feio. Todo mundo pode fazer algo para melhorar a imprensa, a sociedade. Geralmente é muito pequeno o que podemos fazer mas… atirar pedras incessantemente nos telhados alheios está longe de ser uma contribuição benéfica. Os milhares de corpos de gângsters estão aí (embaixo da terra, é verdade…) para provar que as vendettas não levam a lugar algum.

TV Digital

Todo mundo anda ouvindo e lendo maravilhas sobre a TV digital. Imagem impressionante, som surround 5.1… Mas, como o governo não é atrapalhado e sempre trabalha com uma velocidade invejosa, a estréia desse sistema em São Paulo, primeira cidade do país a receber o sinal digital, não vai mais ser no 1º semestre de 2007 mas em dezembro do ano que vem.

Entre as vantagens que eles imaginam, o sistema digital vai permitir a entrada de novos canais. Além dos quatro canais públicos (algo como as TVs Câmara, Senado, Justiça e Legislativa que hoje temos no cabo), por exemplo, São Paulo poderia ter espaço para mais dois ou três canais. E o governo imagina que um dos candidatos a utilizar esse canal seria o Grupo Abril.

Para o bem, a Abril poderia criar o tal CNA, algo que se falou muito no passado, mas que a empresa abortou. Seria o Canal de Notícias da Abril, imagino que uma BandNews ou uma GloboNews. Pelo menos o nome do canal da Abril seria mais original.

Para o bem, a Abril poderia dar continuidade para o projeto que a MTV tem de trazer para o país outro canal da Viacom, dona da marca MTV, como o Comedy Central. Em 2005 a Folha teve uma matéria sobre esse canal, mas tudo leva a crer que ele seria pago.

Para o bem, a Abril teria espaço para um canal derivado da MTV. Com música, para variar. Uma MTV2 ou um VH1 nacionais.

Para o mal, a Abril podia levar para a TV tudo de pior que a Veja tem, um Canal Veja. Um programa de entrevistas conduzido por… Diogo Mainardi. Destaques a cada semana para criativas matérias de saúde, tecnologias do futuro, natureza, saúde, tecnologias do futuro…

Para o mal, a Abril levaria a Super Interessante para a TV. A revista, que no passado era item obrigatório do adolescente masculino, hoje só serve para fazer propaganda de outras revistas. Você quer saber mais sobre uma matéria sobre a China? Compre a edição especial China. Quer saber mais sobre dieta? A edição especial Dietas está nas bancas. No fundo, o canal seria um grande “índice” de Pay-per-view, ou pior, um clone do PoliShop.

Na dúvida, acho que prefiro assistir a TV Assembléia. Ao menos tem bons documentários nos fins de semana. Ou os programas sobre política, música clássica, cultura brasileira que passam nas TVs Senado e Câmara. Ou desliga a TV, porque se aparece um Francisco Cuoco, digo, um Diogo Mainardi, adeus televisão.